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Pur'Impulso

Culpa Minha, Culpa Tua, Culpa Nossa e Culpa dos fãs

Jéssica s. c., 23.10.25

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Era uma vez, uma trilogia escrita por Mercedes Ron.

Caso tenhas interesse em ler/ver, força nisso! Caso já tenhas lido ou visto, senta aqui, vamos conversar.

Culpa Minha, Culpa Tua e Culpa Nossa foi uma trilogia lançada entre 2017 e 2018, e nessa altura eu ainda não andava muito virada para as leituras. Pelo que só tive conhecimento destes meninos depois de ter visto a primeira adaptação a filme, produzido pela Prime, em 2023.

Tenho a dizer que fiquei completamente viciada no filme, como não ficava há uns bons anos e como a verdadeira adolescente de 23 anos (agora 25) que sou. Sabia dentro de mim que ia ser daquelas a repetir de x em x anos só por conforto.

Na minha opinião, tudo foi espetacular: o romance, a adrenalina das corridas ilegais, os carros, os atores, o enemies to lovers, a química entre eles, a trilha sonora, tudo, tudo! E o facto de que a última saga que me tinha deixado assim com o primeiro filme, que me fez consumir os cinco livros de uma só vez, só me desapontou, depositei muita esperança nos culpados (e sim, estou a falar do After). Posso dizer que fiquei obcecada e perdi a conta das vezes que vi o primeiro filme para me entreter enquanto não vinha o segundo da trilogia.

Rapidamente decidi que ler esta trilogia era um must. Foi então que li os livros e, se a minha memória horrível não me falha, eu até gostei dos livros. Deu para conhecer a fundo as personagens e entender melhor algumas coisas. Mas, ainda assim, ficou sempre aquela sensação de que adorei a maneira como adaptaram para o filme, como pegaram no essencial e fizeram magia. Deixando-me assim com a opinião de que, pela primeira vez, vi algo melhor do que li.

Vamos por partes:

1º Livro/Filme – Como já disse, nada a apontar. Livro bom, filme ainda melhor na minha opinião.

2º Livro/Filme – Aqui a coisa ficou mais confusa. Acham possível gostar do livro em certas partes e noutras gostar mais do filme? Foi isso que aconteceu comigo. Mas não tenho a certeza se isso não teve a ver com alguns fatores. Um deles: tinha acabado de ler os livros, o que inconscientemente nos faz comparar cada página com cada segundo.

Já agora, sobre a comparação: eu sei que 99% da população tem a opinião de que os livros são sempre melhores que os filmes, e um erro que todos cometemos e é quase inevitável, é a constante comparação. Mas um dia, como estudante de artes, ouvi um professor dizer: "não comparem artes". No sentido de que não se pode comparar artes diferentes. O livro é uma arte, o cinema é outra. E já ouviram dizer que a comparação é o ladrão da felicidade? Pois bem, apesar de muitas vezes ser difícil, desde que ouvi isso tento fazer o exercício difícil de não comparar.

Bora ficar com isto na cabeça e tentar fazer o mesmo exercício? Eu percebo o porquê de comparar. Quando dizem que é baseado, não é para andarem a inventar muito. O principal tem que estar lá e as personagens têm que ser as mesmas, e nisso eu concordo. Agora, quando há pessoal a reclamar que uma cena foi tirada e por causa disso o resto também teve que ser alterado... entendam, não vão fazer um filme de cinco horas só porque queres todas as páginas em cinema, ok? Ok.

E continuo a dizer: se for alterado e se for bem feito e a essência ficar lá, está ótimo. E eu sei, o problema é que isto é raro de acontecer. Às vezes, os filmes que são tão bons quanto os livros são os que levam tudo à risca, mas isso também só dá quando o livro é perfeito. E vamos aceitar que, às vezes, nem sempre o livro é perfeito!

Outro fator foi a minha proximidade com conteúdo dos fãs nas redes sociais. Algo surgiu entre o primeiro e o segundo filme, que pelo que percebi, os protagonistas chatearam-se na vida real, e foi o caos nas redes sociais entre fãs. O que me influenciou um bocadinho, no sentido de ter receio que a química que havia no primeiro filme desaparecesse.

Ao ler os livros, muitas opiniões contraditórias surgiram em mim, o que pela primeira vez me fez ficar quase sempre do lado da personagem masculina. Acho que era suposto ser ele o tóxico (o que também acho que já chega deste plot nos livros) e depois acabava por ser ela. Mas parecia-me que entre os outros fãs havia sempre alguma maneira de a defender e que afinal era Nick o culpado (??). Só sei que até eu fiquei confusa com o caminho que a autora queria levar à história.

Então, quando vi o segundo filme, não adorei. Tinha acabado de ler os livros, fez-me comparar demasiado, achei realmente que a química tinha ido à vida. E sabem aquele filme do meio que fica muito no ar e quase não nos entrega nada? Foi essa a sensação que tive. E após ter assistido ao filme que supostamente não adorei, todo o conteúdo nas redes sociais que consumi me enervava. O que me fez defender certas coisas do filme e aí achar que não estava assim tão mau como achei.

Porque, queridos fanáticos (alerta possível mini spoiler): mais uma vez, ELA NÃO BEBEU NENHUM CHÁ ALTERADO. O que mais me irritou entre a comunidade de fãs foi a maioria a dizer que ela, nos livros, fez o que fez por ter sido drogada. Amigos, lemos o mesmo livro?? E então que isso era um componente importante que faltava no filme (??). Não, não e não. O filme, nesse aspeto, está ótimo.

Uma das coisas que me irritou no filme e que podiam pegar foi na cena da tatuagem dele. Onde ele foi só a pessoa mais fofa de sempre e ela, mais uma vez, foi só parva. E vamos entender uma coisa, fãs fanáticos: por alguma razão é que a trilogia se chama assim. Neste segundo, a culpa era quase sempre dela!

3º Livro/Filme – Aqui não há volta a dar. Mais uma vez, acho que o filme está mil vezes melhor que o livro. O que fez restaurar a esperança que tinha nesta trilogia desde o primeiro filme. Há uma continuação em condições, a química está lá de novo, os atores estão impecáveis. Pegaram no essencial, e ainda pegaram na personagem masculina e na sua outra relação (que odiei nos livros) e fizeram aquilo da maneira certa.

Ah, e outra coisa MUITO importante: Noah sabe perfeitamente da asneira que fez, o que me dá uma paz de espírito. E Nick, apesar de concordar com todo o ódio dele no livro acho que enrolou demais, mas ao mesmo tempo, sinto que no filme esse ódio podia ter aparecido mais um pouquinho do que apareceu. Mas no filme o amor falou mais alto e o controlo perdia-se como sempre fizeram desde o início, daí achar que fez todo o sentido.

E por fim, o que tiramos do terceiro filme? Que são os dois culpados. Primeiro ele, depois ela, e no fim os dois. Culpados por fazerem asneiras que os impediam de estar juntos, mas que no fim se apercebem finalmente que ainda há volta a dar. E, na minha opinião, é daí que vêm os nomes: culpados por se amarem quando supostamente não deviam e culpados por fazer sempre tudo mal, mas que no fim acaba por ser o amor a vencer.

Conclusão das conclusões: a culpa de todas as críticas que ando a ignorar não são culpa da Noah nem do Nick, e sim dos fãs. Sinto que há pessoas que iam criticar seja qual fosse o verdadeiro resultado, e que acabam sempre por falar em tudo o que está à volta, menos realmente nos filmes ou nos livros. Porque o que interessava aqui a muita gente era a situação da vida real dos atores. E apesar de ok, achar muito fofo quando os casais passam da ficção para a realidade, mas isso não é nem tem de ser regra! 

Eu até posso ser um bocadinho confusa com opiniões, a ponto de me confundir a mim própria, e aposto que muita gente não concorda com nada do que disse. Mas o meu veredicto é: os filmes são melhores em muitos aspetos. Souberam pegar bem na história, fazer rir, fazer chorar e, no fim, entreter como uma boa trilogia cinematográfica dentro do género.

O que me faz entender que cada vez mais consigo levar a cabo o exercício de não comparar. Ok, há personagens e momentos que não existem nos livros, mas isso não faz dos filmes maus, desde que o principal esteja lá. E o principal está lá, por isso parem de ser uns mimados!

Lição que retirei e o conselho que dou: não deixar o algoritmo estragar o verdadeiro entretenimento, muito menos com opiniões vindas de pessoas que confundem vida real com ficção. Os livros nem sempre são tão bons quanto os filmes, e vamos concordar que as adaptações têm esta magia. Pode correr muito bem, como pode correr muito mal. Mas, na minha opinião, esta correu bem.

Assim como a versão de Londres, onde acho que a abordagem à história está completamente diferente, mas conseguiram surpreender igualmente. Não é por gostarem mais da versão de Londres que a espanhola está horrível. Saibam separar as coisas e, acima de tudo, usufruir de todas e divertirem-se!

Eu, pessoalmente, adoro as duas versões e, agora que a espanhola já terminou, estou muito ansiosa pela continuação da versão de Londres. E, por fim, opiniões diversas vão surgir sempre, não julguemos até experienciarmos por nós próprios.

Em relação aos culpados, esta é a minha opinião. Mas não se admirem se um dia chegar aqui a gritar de raiva por ter visto uma adaptação qualquer super diferente dos livros (e o que está a passar na minha mente neste momento é a saga de Fourth Wing, aí vou ser esquisita com toda a certeza).

Por isso, se gostas de romance, enemies to lovers, red flags no meio de green flags, emoção e adrenalina podes dar uma hipótese a esta história. Da forma que mais te interessar, filmes ou livros, mas se fores para os filmes aproveita tudo o que há mas por favor começa pelos originais, e só depois é que vais ao de londres. (eheheh)

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P.S. - Como estou igualmente obcecada pela série Maxton Hall da Prime (aconselho muito!), e aprendi com o meu erro, por ter conhecido a história através de série, nem sequer vou ler os livros enquanto não acabar tudo, só para não correr riscos de comparações e influências. Vou usufruir desta arte primeiro e, um dia, usufruo dos livros.

Bem, espero que tenhas gostado da opinião sobre livros e filmes mais confusa de sempre. Prometo trazer mais! 

Caso já tenhas visto/lido ou ainda estejas para o fazer diz-me! Conta-me tudo nos comentários!

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